Notícia
01/12/2008
Pesquisa revela relação entre docente e família
Para 92,5% dos professores, maior influência vem de casa, mas familiares ainda delegam cada vez mais à escola
Sob o olhar dos docentes brasileiros, a família é o fator que mais incide na educação, mas, ao mesmo tempo, que menos colabora com a sua qualidade. É o que revela a pesquisa A qualidade da educação sob o olhar dos professores, realizada em conjunto pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEA) e Fundação SM (ligada ao Instituto Idea, da Espanha), com consultoria de Maria Malta Campos, da Fundação Carlos Chagas. De 12 mil questionários enviados, o estudo recebeu respostas de 8.773 professores da Educação Básica, que trabalham em 19 estados brasileiros, nenhum da região Norte. Foram 58 questões, distribuídas em sete categorias temáticas.
Para 92,5% dos professores, a família influi bastante ou muito na educação. O segundo fator considerado mais importante é a escola (88,9%) e o terceiro (81,8%), a mídia. Em contrapartida, para 91,7% dos entrevistados, a família delega cada vez mais parte de suas responsabilidades educativas. No que diz respeito aos pais que prestam atenção suficiente às atividades escolares de seus filhos, para 80,7% dos docentes, essa situação não acontece. Ainda há mais dados que corroboram a má relação entre escola e família: mais da metade dos professores (51,2%) acham que a convivência nas famílias dos alunos da escola em que lecionam se deteriorou nos últimos anos.
A pesquisa também avaliou a opinião dos professores sobre as etapas de ensino da Educação Básica. O ensino médio é, de longe, a pior fase: para 46,3% deles, ela é ruim ou muito ruim. A formação profissional fica em segundo lugar, com 38,2%. Outro aspecto investigado foi o aumento de problemas de convivência nas escolas. Entre o universo de docentes, 85,5% ponderam que, nos últimos três anos, houve aumento de conflitos na instituição em que trabalham.
EDIÇÃO 16